Casa da Esperança comemora o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência 21/09

Programação - Manhã e Tarde

Abertura - Wladmir de Sá Ferreira- Coordenador do Setor de Oficinas Profissionalizantes da Casa da Esperança.

Conversa com pais, funcionários e pacientes sobre o Tema - Inclusão e a Participação da Pessoa com Deficiência na Vida Pública e Política com a colaboração:
Da Diretora de Direitos Humanos e Inclusão da Casa da Esperança - Sônia Oliveira-Assistente Social e mãe de pessoa com Sìndrome de Rett,
Do Conselheiro Titular do Conselho Municipal de Diretos da Pessoa com Deficiência-João Paulo Leão - autista e funcionário da Casa da Esperança, 
Da Conselheira suplente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência -  -Ana Cristina Sousa da Costa- Pedagoga e mãe de pessoa com autismo

Apresentação do Filme- História do Movimento Político da Pessoa com Deficiência no Brasil

Apresentação Artística  individual de pacientes e da Banda Musical Cadesp

(Via Sônia de Oliveira)

ABRAÇA se filia a RIADIS

A ABRAÇA -- Associação Brasileira para a Ação por Direitos das Pessoas
com Autismo--é a primeira entidade brasileira de defesa dos direitos
de pessoas com transtornos globais do desenvolvimento a se filiar a
RIADIS- Rede Latino-Americana de Organizações Não Governamentais de
Pessoas com Deficiência e suas Famílias. A RIADIS foi criada em 2002,
na Venezuela e tem como objetivo principal ações voltadas para o
respeito dos direitos humanos, contra a discriminação e a favor do
desenvolvimento inclusivo em função do melhoria da qualidade de vida
das pessoas com deficiência e suas famílias. Uma das linhas de
trabalho da RIADIS está orientada ao apoio e fortalecimento dos
movimentos associativos nacionais, sob a base do exercício da
democracia, da união e da transparência. A Rede agrega, atualmente,
mais de 50 entidades de dezoito países da América Latina e do Caribe,
A ABRAÇA fundada, em 2008,, reúne quatorze entidades de dez estados
brasileiros e do Distrito Federal, é a única entidade, no Brasil, de
defesa de direitos das pessoas com Transtornos Global do
Desenvolvimento(TGD) a ter, em sua direção, cidadãos do espectro
autista.
A ABRAÇA defende com veemência a não-institucionalização e à harmonia
dos laços familiares e o respeito à pluralidade de metodologias
existentes, desde que essas respeitem os direitos humanos. A entidade
brasileira tem como finalidade estatutária, além do repúdio, a
obrigação de denunciar práticas abusivas e autoritárias, que incluam
a apresentação de estímulos aversivos (práticas punitivas) de maneira
planejada a pessoas com TGD, seja com que propósito for.
Para a ABRAÇA, o lema do movimento mundial das pessoas com deficiência
é um princípio: “nada sobre nós sem nós”:

Via Alexandre Mapurunga
(e-mail)

Senado aprova lei para incluir autista em cotas

Senado aprova lei para incluir autista em cotas

jb.com.br | Jun 30th 2011 8:47 PM

O Senado Federal aprovou no dia 15 de junho o projeto de lei 168/11 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. De acordo com a nova lei, os autistas têm os mesmos direitos atribuídos às pessoas com deficiência como, por exemplo, cota de vagas de emprego em empresas com mais de cem funcionários. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

A projeto de lei aprovado também prevê o incentivo à formação e capacitação de pessoas com autismo, bem como de seus pais e familiares. Segundo o texto, as pessoas autistas devem ser incluídas no ensino regular, em classes comuns, mas também está previsto no texto a garantia de atendimento educacional especializado quando não for necessário cuidados específicos.

O texto aprovado pelos senadores indica também a criação de um cadastro único de autistas, com o objetivo de criar estatísticas nacionais sobre esse tipo de distúrbio.

O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde, à moradia e à assistência social. Também estende o direito a jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.

O projeto é de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, mas o texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa). O relator do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) foi Paulo Paim (PT-RS), também presidente da CDH.

Original Page: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/30/senado-aprova-lei-para-incluir-autista-em-cotas/

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Alexandre Costa
Enviado via iPhone

Esperança contra o autismo

Colunas - NOTÍCIAS - Esperança contra o autismo

11/11/2010 - 15:00 - Atualizado em 11/11/2010 - 15:45

O autismo é um dos mais intrigantes transtornos do desenvolvimento humano. Não é uma doença única, mas uma síndrome compostas por diversos males neurológicos que têm em comum duas características: deficiências no contato social e comportamento repetitivo. Durante muito tempo, acreditou-se que as crianças eram acometidas pela doença simplesmente porque não receberam afeto dos pais. Nas últimas décadas essa visão foi substituída pela certeza de que o problema é provocado por um distúrbio biológico no cérebro. A mais impressionante evidência disso foi divulgada hoje (11) pela revista científica Cell.

A equipe liderada pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, conseguiu três feitos inéditos e impactantes:

1) criou neurônios autistas em laboratório

2) revelou que eles são diferentes dos neurônios normais desde o início do desenvolvimento

3) conseguiu tratar os neurônios autistas e fazer com que eles se comportassem como neurônios normais

Nesse trabalho, Muotri decidiu trabalhar apenas com autistas portadores da síndrome de Rett - uma forma grave da doença. Os indivíduos que sofrem desse problema se desenvolvem normalmente até o primeiro ano de vida. A partir dessa fase, começa uma regressão acentuada. Além de apresentar comportamento autista, os pacientes perdem a coordenação motora e sofrem de rigidez muscular. Muitos morrem na juventude.

A síndrome de Rett foi escolhida pela equipe porque tem uma causa genética clara. Sabe-se que é provocada por mutações no gene conhecido como MeCP2. Além disso, os neurônios são afetados de forma mais dramática do que nos casos de autismo sem causa determinada.

Para investigar como a doença se origina, Muotri decidiu criar neurônios autistas em laboratório. Células da pele de pacientes foram extraídas por meio de uma biópsia simples. Elas receberam quatro genes que as induziram a se comportar como se fossem células-tronco embrionárias.As novas células tornaram-se capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido.

Essas células são conhecidas no meio científico como células-tronco de pluripotência induzida (iPS). O método foi descrito pela primeira vez pelo japonês Shinya Yamanaka em 2006. Atualmente é empregado no estudo de várias doenças porque elimina a necessidade de descarte de embriões humanos e todos os dilemas morais decorrentes disso.

Em seguida, a equipe de Muotri adicionou vitamina A e outros fatores para induzir as células iPS a se transformar em neurônios. Deu certo. Como o genoma dessas células veio de pacientes autistas, pela primeira vez na história cientistas conseguiram criar neurônios autistas em laboratório e testemunhar o funcionamento deles desde o início do desenvolvimento. Observar o desenvolviemnto de um neurônio doente numa placa de Petri não é a mesma coisa que testemunhar isso dentro do cérebro de um paciente. Mas é um grande começo.

 Divulgação
DIFERENÇA
Os cientistas criaram neurônios a partir de células da pele de autistas e de pessoas normais. Os pontos vermelhos são as sinapses (ponto de contato onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos, de uma célula para outra). Os neurônios autistas (acima) formam menos sinapses que os neurônios normais

O grupo observou que o tamanho do núcleo dos neurônios autistas é menor do que o núcleo dos neurônios normais. O número de sinapses (pontos de contato onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos entre uma célula e outra) também é reduzido nos neurônios autistas.

“Conseguimos demonstrar muito claramente que o autismo é uma doença biológica causada provavelmente por um defeito genético”, diz Muotri. “Esses neurônios criados em laboratório não sofreram a influência de nenhum fator ambiental e, mesmo assim, eram autistas”.

Se já é possível criar neurônios autistas, será que em breve será possível “consertá-los”? A equipe de Muotri também investigou isso. Duas drogas foram usadas na tentativa de curar os neurônios: o fator de crescimento de insulina 1 (IGF-1) e a gentamicina. O resultado foi muito motivador. Os neurônios autistas tratados passaram a se comportar como se fossem neurônios normais.

“Isso é fantástico, uma esperança de que a cura é possível”, diz Muotri. O trabalho indica que o estado autista não é permanente - e sim reversível. “Mostramos que é possível tratar esses neurônios antes dos sintomas aparecerem”, diz.

Nenhuma das duas drogas, porém, podem ser usadas atualmente em pacientes. Uma delas não cruza a barreira hematoencefálica (membrana que protege o cérebro de substâncias químicas presentes no sangue). A outra droga é tóxica. Mas o método pode ser usado para testar novas drogas desenvolvidas com o objetivo de reverter o autismo. Também pode dar origem a um teste de diagnóstico inequívoco baseado num material abundante e de simples acesso: células da pele.

“O mais surpreendente é que por esse método pudemos reconstituir a história de uma doença psiquiátrica numa placa de Petri”, diz Fred Gage, professor do Laboratório de Genética do Instituto Salk, em San Diego. É possível que em breve outras doenças psiquiátricas possam ser esclarecidas da mesma forma.

 

Divulgação
ALYSSON MUOTRI
O pesquisador no laboratório do Instituto Salk, onde aprendeu a transformar células-tronco embrionárias em neurônios. Atualmente é professor da Universidade da Califórnia, em San Diego, e trabalha com células da pele

 

O grupo de Gage também participou do trabalho. Foi com ele que Muotri aprendeu a transformar células-tronco embrionárias em neurônios. Gage orientou o pós-doutorado de Muotri no Instituto Salk. Desde então, o brasileiro galgou vários degraus. Em 2008, tornou-se coordenador de um laboratório na Universidade da Califórnia. Coordena 12 pessoas. No ano passado, recebeu US$ 1,5 milhão do National Institutes of Health (NIH) para aplicar nas pesquisas. Outro trabalho com os neurônios autistas foi aceito pela revista Nature e deve ser publicado na próxima semana.

Filho de um advogado e de uma comerciante que tinha uma papelaria no bairro de Pinheiros, em São Paulo, Muotri vive há oito anos nos Estados Unidos. É casado com a bióloga paulistana Carol Marchetto, uma das autoras do trabalho. Eles se conheceram no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Junto com o colega Cassiano Carromeu, formam o trio de brasileiros que assina o trabalho junto com outros seis pesquisadores estrangeiros.

Carol e Muotri não pretendem sair de San Diego tão cedo. Lá encontraram condições ideais (dinheiro, liberdade, metas) para realizar pesquisa científica e uma qualidade de vida que o fez recusar convites para trabalhar em Boston e em Nova York.

Em San Diego, Muotri descobriu o surfe e a ioga. “A pressão no ambiente acadêmico é tão grande que o cientista precisa ter preparo físico para suportar”, diz. “O surfe e a ioga me equilibram e me ajudam a lidar com as pressões”. Se a prática do esporte é proporcional aos insights que Muotri vem acumulando, vamos torcer para que ele continue pegando muitas ondas.

Confira o vídeo:

(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras.)

ONU reconhece autismo como deficiência protegida pela Convenção

ONU reconhece autismo como deficiência protegida pela Convenção

Mensagem do Secretário Geral: World Autism Awareness Day 2010


Tradução para o português:
O Autismo é uma deficiência complexa, que se manifesta de variadas formas e pode causar bastante desconforto para os que tem e para os que cuidam deles. 
Também é pouco compreendido. Mas, como nós aprendemos mais, torna-se claro que todas as crianças e adultos com autismo podem levar uma vida plena e significativa na sociedade. Para isso, eles só precisam de maior compreensão e apoio. 

Pessoas com deficiência tem uma dupla carga. Eles enfrentam os desafios diários de sua condição e também as atitudes negativas da sociedade, como apoio insuficiente e a discriminação.

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que entrou em vigor em maio de 2008*, é uma ferramenta poderosa para corrigir essas injustiças.
No dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, conclamo todos os Governos a reafirmar seu compromisso para tornar os Direitos Humanos Universais e uma realidade para todos os que vivem com Autismo. Vamos pesquisar e trabalhar juntos por uma sociedade justa e inclusiva para todos.
Secretário Geral Ban Ki-moon
Mensagem para o dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, 2 de abril de 2010 

 *NT no Brasil em Julho de 2008.
Traduzido por Alexandre Mapurunga
Veja mais em http://www.un.org/en/events/autismday/
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Abraça - Associação Brasileira de Ação por Direitos da Pessoa Autista